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Crise hídrica e aumentos na conta de luz impulsionam mercado de energia solar em todo o país

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovotáica (Absolar), Pernambuco é o 11º estado na produção residencial, com 8,3 mil empregos e R$ 1,4 bilhão em investimentos.

Por causa dos consecutivos aumentos da conta de luz e da crise hídrica, cresce a procura por uma forma de energia sustentável e mais barata: a energia solar. E o consumidor comum, residencial, está no topo da lista dos geradores da própria energia, representando 80% do total.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovotáica (Absolar), o Brasil tem mais de 520 mil casas com sistemas de geração de energia solar. Pernambuco é o décimo primeiro estado na produção residencial, com 8,3 mil empregos e R$ 1,4 bilhão em investimentos.

E esse número não para de crescer, porque está cada vez mais fácil e mais em conta instalar as placas solares. A tarifa de energia está na bandeira vermelha desde junho. De janeiro a agosto, a conta ficou em média 16% mais cara no país.

No acumulado de 12 meses, o aumento passou de 20%. O governo reconheceu o agravamento da crise hídrica no país, considerada a pior em 91 anos. Diante da estiagem, não estão descartados novos reajustes.

Alternativa

A bancária aposentada Joana D’arc Cavalcanti Victor fez as contas e resolveu investir na instalação de placas para produzir energia solar.

“Eu investi em energia solar, primeiramente, preocupada com a situação da falta de água no país e também pelo lado financeiro. A sustentabilidade é importante também, mas eu procurei ver que as contas estavam aumentando consecutivamente”, destacou.

Joana financiou equipamento em 48 meses. Em vez da despesa com a conta de luz, paga quase o mesmo valor pelo sistema que gera energia para casa dela e da filha. “A minha comparação foi feita como um carro. Você financia e futuramente você fica com aquele bem”, declarou.

O financiamento por bancos ou empresas autorizadas a comercializar energia solar é de até seis anos. A mensalidade varia de acordo com o consumo e o prazo de financiamento, mas quase sempre é menor do que a conta de luz.

“Quando você faz o financiamento junto às empresas, pode ter até 50% de desconto no valor da conta de energia sem ter nenhum desembolso”, destacou.

A pandemia fez a procura pela energia solar disparar. Agora, o setor emprega 283 mil pessoas e soma quase R$ 50 bilhões em investimento, mas a produção ainda é pequena e responde por apenas 1,9% da matriz energética nacional.

“As pessoas puderam ver a energia solar como alternativa para a redução de despesas e, consequentemente, uma segurança pra este custo de energia que estava crescendo bastante. Todas as empresas do setor fotovoltaico cresceram no período da pandemia, gerando emprego e renda para quem estava desempregado”, afirmou Ananias Gomes.

O diretor executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, afirmou que o ano passado foi de recorde para o setor, que cresceu 68% em plena pandemia.

“Se eu falar esse número, o pessoal acha que é empresa que vende máscara, vacina, não é fotovoltaica.Este ano, a nossa projeção era de que o setor ia crescer anda mais. Agora essa crise hídrica que está aumentando a conta de luz de brasileiro. Foi mais um impulso”.

Não faltam alternativas para quem quer se ligar na energia limpa, renovável e inesgotável. Mesmo quem não tem telhado ou espaço para gerar energia que consome, pode contar com uma outra alternativa: pagar pelo aluguel de um lote ou pedaço de uma fazenda solar.

Rodrigo lembrou que, mesmo quem mora em apartamento ou em um imóvel alugado e não pode usar o seu telhado pra instalar o seu sistema, pode usar essa energia compartilhada, gerando em um local e usando essa em outro dentro da mesma distribuidora.

Solução

Uma academia de ginástica no Recife consome a energia produzida em uma fazenda em São José do Egito, no Sertão, a mais de 360 quilômetros de distância.Tem piscina aquecida e dezenas de aparelhos de ar condicionado mantendo a temperatura a 22 graus o dia todo.

O telhado da academia era pequeno para garantir a produção da energia consumida. O aluguel da fazenda solar foi a salvação.

“A minha conta era de R$ 25 mil, hoje está em R$ 18 mil, que é o preço do aluguel das placas. Só depois que começou a produzir pelas placas solares que a gente começou a pagar o aluguel. Só teve redução de despesa. Em nenhuma hora, teve aumento”, destacou o empresário Levi Júnior.

A redução foi tamanha que o empresário desconfiou. “Achei tão bom que eu pesquisei melhor a empresa. É uma mudança muito profunda de paradigma. A gente está vivendo cada vez mais em uma economia compartilhada e a geração solar empodera as pessoas, dá opção de escolha, liberdade, autonomia, economizam na conta de luz e na sustentabilidade”, disse.

Fonte: G1

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